Ficha de Notícia

Artigo de Opinião

O futuro chegou! Como vamos continuar a gerir pessoas a partir daqui?

Lisboa

20 de Abril de 2018


Muito se tem intuído como será o futuro dos recursos humanos, concluindo-se a óbvia alteração de paradigma sobre a preponderância estratégica das pessoas nas empresas que almejam ter sucesso.

Gerir pessoas é gostar de pessoas. É humanizar a experiência de trabalho, esbater e, em simultâneo, respeitar as fronteiras entre a pessoa e o profissional, encontrando o equilíbrio que cada colaborador/a procura e não o que definimos na política formal de GRH. O futuro traz-nos esta personalização e flexibilidade que passa a ser exigência da estrutura e não um ideal do departamento de RH.

#Digital

Veio para ficar e traz um salto qualitativo na gestão administrativa de RH ao maximizar a noção de self-service nos básicos (férias, faltas, despesas, contratos, acesso a documentação própria e institucional e esclarecimento de dúvidas); mas o antecipar as potencialidades da digitalização e, no seu passo seguinte, da Inteligência Artificial nos RH traz-nos outras oportunidades: assistentes virtuais para cada colaborador, formação personalizada com o seu iCoach e até um acolhimento em realidade virtual!

#human4humans

Apesar da rendição ao tech, a necessidade do contacto presencial mantém-se. Muito se fala de bots no recrutamento,  ou das maravilhas do teletrabalho, mas continuamos a precisar de estar em grupo, de partilhar e gerar ideias e conhecimento, dando e recebendo feedback contínuo e coerente. Aqui os RH tem um papel de facilitadores e de gestores da mudança que impera nos nossos escritórios. Precisamos de espaços desenhados não a pensar na hierarquia mas nas pessoas que os vão habitar durante grande parte do seu dia.  Precisamos de ferramentas online que facilitem o trabalho a desenvolver, em tempo, recursos e resultados obtidos. Precisamos de benefícios, não de vantagens.

#employeeexperience

Um conceito que roubamos ao marketing para finalmente encaramos os nossos colaboradores como cliente​s. Os RH alargam assim o seu âmbito de ação e acumulam super-poderes: são ativadores da marca empregadora junto de públicos que poderão um dia querer trabalhar connosco (as escolas, cada vez desde mais cedo, são blue oceans do recrutamento); são relações públicas nas redes sociais; são  mestres do networking; são guerreiros sociais nas causas que nos tocam; são arquitetos de experiências desde o primeiro ao último dia de trabalho; são treinadores de bancada, speakers motivacionais, gladiadores em arena e, convenhamos, tudo o que mais os nossos colaboradores precisarem.

#newgenerations

A respeito das novas gerações e do impacto que trazem ao mercado de trabalho, creio que não existirá maior resistência desta vez. Mais que o perfil dos millenials, importa sim conhecer os nossos colaboradores (em todas as suas gerações!) e compreender que as suas motivações e expectativas evoluem, à semelhança do seu perfil de competências e que nós, RH, temos a obrigação de identificar e acompanhar essas alterações e fazer o match com a cultura e orgânica da empresa que representamos.

Por: Rita Duarte, Coordenadora Inovação & Desenvolvimento na Talenter™
Artigo publicado na Pessoal Gold